domingo, novembro 06, 2005

MANUEL ALEGRE - UM PORTUGAL MAIS JUSTO, MAIS LIVRE E MAIS FRATERNO

Há alturas em que calarmo-nos é trairmos as nossas mais íntimas convicções. Não posso por isso deixar de dizer com clareza que apoio a candidatura presidencial de Manuel Alegre e aceitei com muita honra e sentido de responsabilidade integrar a comissão política da sua candidatura. A apresentação no passado dia 4 de Novembro do seu Contrato Presidencial (vide http://www.manuelalegre.com/) só reforçou as razões do meu apoio.
Manuel Alegre dá voz a uma aspiração largamente partilhada de um Portugal que se diga no plural, um Portugal de todos, das cidadãs e cidadãos que recusam a conformar-se com a ausência de esperança para a suas vidas individuais, mas que recusam igualmente a ausência de um futuro para a Pátria. É, por isso, como referiu Pacman (Carlos Alberto Nobre Pereira Neves), o mandatário nacional para a Juventude, “uma candidatura alternativa e de esperança”.
O seu Contrato Presidencial conjuga uma exigente preocupação com a situação social dos cidadãos, com uma preocupação com o papel de Portugal na Europa e no Mundo.
Gostaria de sublinhar alguns dos seus compromisso com a vida quotidiana dos cidadãos: “candidato-me pela igual liberdade de homens e mulheres”; “candidato-me por uma sociedade cosmopolita de inclusão, que saiba conjugar diversidade e cidadania, prevenindo a segmentação social e a discriminação racial”; pela atenção aos emigrantes e comunidades portuguesas; pela urgência de “desbloquear a entrada na vida adulta dos jovens portugueses em condições de dignidade e independência”; “por políticas de criação de emprego sustentáveis (…) e de estímulo à integração social”; “pela solidariedade entre a gerações”, assumindo a comunidade a sua responsabilidade perante os pensionistas e idosos pobres.
Tudo isto faz sentido em função da forma como encara o exercício da função presidencial, já que para Manuel Alegre o juramento do Presidente da República de “cumprir e fazer cumprir a Constituição não é apenas garantir o respeito pelos direitos políticos, mas exigir que sejam concretizados os direitos sociais que nela estão inscritos A nossa Constituição consagra um conjunto de direitos fundamentais que não podem ser esquecidos, como, entre outros, o direito ao trabalho e à justa remuneração, o direito à segurança do emprego, o direito à segurança social e à protecção da saúde, o direito à educação, o direito à habitação, o direito a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado”.
Manuel Alegre como muitos milhões de cidadãos tem uma ambição para Portugal o que me parece ser uma marca distintiva relativamente a todas as outras candidaturas presidenciais. Para ele: “Portugal tem uma História, uma língua, uma cultura. E uma ligação inapagável às várias partes do mundo por onde passou e onde hoje se fala português. É por que entre os países do mesmo peso demográfico, Portugal é um dos poucos que pode ser um actor global. É essa também a função do Presidente da República dar à representação externa a dimensão patriótica da História, da cultura e da língua portuguesa, porque essa foi, é e continua a ser a nossa riqueza principal”. É a esta luz que merecem ser analisadas as suas propostas em matéria de Política Internacional e das Forças Armadas: uma diplomacia de paz; uma visão política da Europa, questionando o estado actual em que se encontra; um programa de aliança de civilizações no seguimento do diálogo de civilizações preconizado pela Unesco; o reforço do espaço estratégico da CPLP em termos que merecem ser levados a sério; o novo papel das Forças Armadas.
Manuel Alegre compromete-se em exercer o seu mandato como Presidente da República, no respeito dos poderes presidenciais e das competências dos diferentes órgão de soberania, mas sem abdicar de qualquer dos seus poderes, já que o presidente não é apenas um árbitro ou um regulador, deve ser também um catalisador, um inspirador, “exercendo um magistério de proximidade e exigência”.
Ao apoiar Manuel Alegre sei que estou empenhado num combate desigual, mas é um combate para ganhar, Portugal não deve perder esta oportunidade A força da nossa candidatura radica em cada cidadão, cada cidadão como nos ensinou Rosa Parks pode mudar o presente e o futuro. Para terem uma ideia do que são cidadãos livres a organizarem-se recomendo dois blogues que apoiam esta candidatura oquadrado.blogs.sapo.pt/ e alegrepresidente.blogspot.com/.
O futuro da Presidência da República está nas mãos de cada um de nós. Não fiquemos a assistir. Tomemos partido. Sejamos cidadãos. Se queremos um Portugal mais livre, mais justo e mais fraterno apoiemos Manuel Alegre.

4 comentários:

homoclinica disse...

Também fiquei convencida. Era engraçado se esta candidatura conseguisse conquistar os eleitores e derrotar os outros convencidos candidatos, que já estão gastos, que já não trazem nada de novo. Nós precisamos de esperança, duma força nova.
Há um texto óptimo sobre o Poeta:http://aguiar-conraria.weblog.com.pt/arquivo/140947.html.
Tem o meu total apoio!

Freeheart disse...

Se esta candidatura não existisse eu não sairia de casa para ir votar. Mas, além de votar vou puxar pelo pessoal que está adormecido e não vou parar. Esta é uma candidatura que nasceu antes de todas e ao contrário das outras - ditas de esquerda - não divide, não espalha votos que só beneficiariam o "economista da desgraça"! Porque a minha memória é curta e o nome desse economista causa-me náuseas ...
Manuel Alegre é um HOMEM, com letras grandes, que sempre lutou com coerência e que acredito que vai fazer pelo nosso Portugal muito mais do que qualquer outro. Vejam como lutou por Coimbra contra a co-incineração "socrática" de Souselas.

São estes lutadores que ainda me fazem acreditar que ainda vale a pena ser português, apesar do país estar a ficar um nojo a nível governativo. Há esperança e temos que lutar pelo futuro de todos nós !

Freeheart disse...

Esta batalha patriótica é fundamental para não continuarmos a escorregar pelo abismo. Somos o país mais ocidental da Europa e na maioria dos aspectos parecemos o mais a leste da Europa. Fomos privilegiados geograficamente e do séc.XV ao XVIII fomos, o que actualmente se define, uma SUPERPOTÊNCIA. Por causa dos absolutismos monárquico fomos caindo na fossa e quando a madrugada de Abril nos despertou, ainda acreditei, ainda todos pensámos que iríamos melhorar. Estávamos, de novo, a dar um exemplo magnífico ao planeta. Estávamos de novo a ser descobridores grandiosos, de liberdade, esperança, justiça, de felicidade social, de equalidade. Fomos uma nação cujo exemplo fez com que muita gente, em todo o mundo, pudesse pensar, pudesse falar, sem medo das torturas, dos nazismos, das ditaduras, das repressões.
Durante 30 anos a agressão à liberdade e à democracia foi essencialmente uma agressão à cultura e ao povo. Os piores anos desses 30 foram os que atravessámos com a "ditadura democrática" do PSD (Partido Social Descasca). Foi o partido que mais descascou o povo. Foram tempos de crise diária, de perda consecutiva do poder de compra. Tempos obscurecidos por uma visão negativista da economia. Onde a solução tem sido sempre, mas sempre mesmo, uma constante repressão de contenção salarial e de não contenção de despesismos "sociais-descascados". Como é que é possível que aumentando a despesa e diminuindo a evolução salarial, a indústria e o comércio nacional se desenvolvam? Como é a questão do poder de compra. Sem salários não há comércio e sem comércio nõa há indústria. Mas, há os "McDonalds" a 1 euro, há as multinacionais a envenarem-nos o sangue e os mafiosos que em nome de uma política económica vão supravivendo há custa de quem vai sobrevivendo.
É isto que tem que ser compreendido e desmascarado. É nesta luta constante que temos que acreditar. Com justiça, liberdade e fraternidade. Com equidade social e esclarecendo sempre quem está obscurecido pelas "cascas de laranja". Temos que pensar numa cultura de liberdade e de equilíbrio, onde quem faça abanar a balança seja de imediato desmascarado. Não podemos continuar a viver assim, com IRS's de 21% e com gasolinas caminhar para um euro e meio (antigos 300 escudos e a conter salários, reformas e pensões que já são AS MAIS CONTIDAS da Europa Ocidental. Estamos a léguas dos gregos e dos irlandeses. Chega de sermos massacrados porque a recuperação económica está na contenção de despesas estúpidas e "absolutistas" e não na contenção salarial. Está na contenção de revanchismos "sociais-descasca". Não podemos continuar assim. Precisamos de todos e temos que fazer ver isto a todos. Temos que viver em fraternidade, com todos os povos sejam amarelos, azuis ou verdes...Temos que acreditar que só numa sociedade onde não hajam "absolutistas" corruptos e decadentes, onde não hajam "Albertos Fujimoris", e onde todos comecem a pensar e a ver mais longe, é que é possível crer que os nossos filhos poderão viver.

C.M. disse...

Do que tenho ouvido e lido, alguns dos candidatos devem andar equivocados... Será que sabem a importância bem como quais são as competências decorrentes do Presidente da República?
O discurso de Manuel Alegre foi fluído e tocou na essência do que realmente significará ser PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
Espero que as pessoas reflictam antes de votar.
Eu concerteza irei votar em consciência (como sempre)...