Domingo, Novembro 15, 2009

UNIDOS PELA COMPAIXÃO NA MESQUITA CENTRAL DE LISBOA

Realizou-se hoje um encontro sobre a compaixão na Mesquita Central de Lisboa, no qual tive muito gosto em participar a convite da Comunidade Islâmica, que pode conhecer melhor aqui.
Este encontro inseriu-se na dinâmica criada pela Carta sobre a Compaixão (Charter for Compassion) a nível mundial, estando a realizar-se iniciativas em diversos países, como pode ver aqui.
A compaixão está no centro de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, e convida-nos a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados, como se refere na carta, que acrescenta:
A compaixão impele-nos a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de nos descentrarmos do nosso mundo, e no lugar, colocar os outros, de honrarmos a santidade inviolável de todo o ser humano, tratando todas as pessoas sem excepção, com absoluta justiça, equidade e respeito.
A Carta sobre a compaixão teve na sua origem uma ideia de Karen Armstrong que podem ouvir aqui. Esta antiga freira, autora do livro “The Case for God” tem-se batido para que a compaixão esteja no centro da moralidade e da religião. A Carta foi subscrita desde logo por inúmeras personalidades tais como o Dalai Lama, a Rainha Noor da Jordânia, Paul Simon, o Arcebispo Desmond Tutu, o Prof.Cândido Mendes, Peter Gabriel, Tariq Ramadan, Meg Ryan, entre muitas outras.
No Encontro realizado em Lisboa, o Sheikh David Munir e o Presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Vakil, deram as boas vindas aos participantes.
Seguiram-se intervenções de diversas confissões de religiosas e de não-crentes. Muçulmanos, cristãos, católicos, mas também evangélicos e de outras confissões, judeus, hindus, bahá’ís, budistas uniram-se para defender a importância da compaixão nesta iniciativa em boa hora promovida pela Comunidade Islâmica de Lisboa, e referiram de que forma assumiam a relevância central da compaixão nas suas diferentes tradições religiosas. Também vários não-crentes, com destaque para Mário Soares, Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa referiram a importância da compaixão para os que não se identificam com qualquer tradição religiosa. António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, esteve também presente.
Foram todos contributos de grande qualidade e profundidade como o do Padre Peter Stilwell, que falou em representação da Igreja Católica, que graças à sua gentileza e amizade, temos o gosto de publicar neste bolgue.
No encerramento Abdool Vakil agradeceu a participação de todos e referiu uma vez mais o seu empenhamento como muçulmano na luta pela afirmação da compaixão como valor central na sociedade, tendo terminado com uma oração que exprimia o sentir dos participantes. Mahomed Abed, 1.º Secretário da Comunidade Islâmica, que teve um papel de relevo na organização do encontro convidou os presentes a visionarem os depoimentos de aderentes da Carta, antes de dar por encerrado o encontro, que dará lugar a novas iniciativas.
As diferentes confissões religiosas representadas na iniciativa, demonstraram, uma vez mais, que são actualmente em Portugal uma força ao serviço da paz, da convivência cívica, do diálogo inter-cultural e inter-religioso, que partilham o princípio da Carta de que “é ilegítima qualquer interpretação das escrituras que gere ódio, violência ou desprezo”. Poderão por isso contribuir, de forma relevante, para concretizar os objectivos da Carta, nomeadamente, “para a criação de uma economia justa e uma comunidade global pacífica”.
A compaixão, nem pretende ser exclusivo de ninguém, crente, ateu ou agnóstico, mesmo se tem um lugar central em diferentes tradições religiosas. Poderemos dizer que inspirou os autores da Declaração Universal dos Direitos do Homem quando escreveram que todos os seres humanos devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Se a compaixão nos impele a irmos para lá da fraternidade, não podemos falar de compaixão se não começarmos por nos olharmos uns aos outros em espírito de fraternidade e não agirmos no respeito dos direitos de todos os seres humanos.

INTERVENÇÃO DO PADRE PETER STILWELL EM TORNO DA CARTA PELA COMPAIXÃO

A carta, cujo lançamento hoje nos reúne aqui, elege como referência a “compaixão”, emoção valorizada pelo menos nas principais tradições religiosas. É, como vários já testemunharam, uma palavra que não faz justiça a outras, mais antigas, cujo sentido se apagou ou distorceu com o tempo. Refiro-me à hesed da tradição bíblica, o "amor das entranhas" que os primeiros cristãos de língua grega traduziram por ágape e os de língua latina verteram no neologismo caritas, cuja raiz é a charis, ou graça, pedida de empréstimo aos gregos. Em suma, um amor marcado pela gratuidade, que encontra paralelos e convergências noutras tradições antigas.
Trata-se de uma emoção delicada: um transbordar do coração perante as alegrias e sofrimentos dos outros. É um movimento profundo que arranca das raízes do nosso ser, antecedendo a reflexão da razão e a inclinação da vontade. Mais do que uma atracção "química" pelo outro, ou sequer um sentimento psicológico de afinidade, é uma virtude ou força espiritual. Os cristãos lêem-na como brotando do próprio Deus, e por isso lhe chamam "virtude teologal".
Nesse sentido, antes de ser acção ela é atenção, vigilância. Dir-se-ia que é a condição do outro que abre em nós a fonte da nossa própria humanidade. Por isso, a compaixão se manifesta como resposta espontânea à grandeza ou miséria do outro: um excesso que transborda do coração de qualquer homem ou mulher, independentemente da sua filiação ideológica e religiosa, ou ausência dela, porque a todas antecede.
Contudo, na sua delicadeza, a compaixão arrisca-se a ser perdida de vista por entre a multiplicidade de sentimentos e emoções que parecem mais relevantes para a vida quotidiana. Pode parecer uma emoção débil, sintoma de fraqueza perante a crueldade do real. Identificá-la e sublinhar a sua grandeza aos olhos do mundo, como o pretende fazer a rede que se tece em torno da Carta pela Compaixão, é por isso da maior importância.
O cuidado atento pelo outro, próprio da compaixão, questiona o valor absoluto por vezes atribuído à afirmação da identidade e aos nossos direitos. Nisso se esconde um fermento de humanidade e mesmo uma proposta civilizacional.

Sábado, Novembro 14, 2009

REGISTO

REVOGADAS AS TAXAS MODERADORAS PARA INTERNAMENTOS E CIRURGIAS


Sofia Loureiro dos Santos referiu-se no blogue A Regra do Jogo aqui à revogação das taxas para internamentos e cirurgias. Como escreveu, “ainda bem”. Associo-me ao seu comentário. Acrescento apenas que foi mais uma decisão inteligente da competente e sensata Ministra da Saúde.
Não posso deixar de recordar que desde o início critiquei estas taxas por porem em causa os direitos dos doentes, tendo, aliás, reduzido alcance financeiro, como se pode ler aqui. O que estava em causa era outra filosofia sobre o financiamento do Serviço Nacional de Saúde.
Ainda bem que Ana Jorge é Ministra da Saúde.

Domingo, Novembro 08, 2009

OS DESAFIOS DA ACÇÃO E ORGANIZAÇÃO SINDICAL E A CSI NO COMBATE À CRISE

A nova realidade económica, social e política internacional, o aprofundar do processo de globalização, a crise e o peso das políticas neoliberais, têm tornado cada vez mais necessária a unidade de acção das organizações sindicais e a existência de uma forte e activa CSI-Confederação Sindical Internacional, a cuja criação nos referimos aqui.
Torna-se premente um novo internacionalismo sindical vivo e actuante sob pena dos sindicatos se tornarem cada vez mais actores secundários no necessário processo de regulação da globalização e no combate à crise. A UGT (União Geral dos Trabalhadores) aderiu desde o início à CSI, mas faz falta a adesão da CGTP-IN.
A Conferência Sindical Internacional realizada ontem em Lisboa sob o lema “Os desafios da acção e organização sindical e a CSI no combate à crise”, cujo programa pode ver aqui ,foi por isso um acontecimento de grande significado que marcará a evolução sindical em Portugal.
Esta Conferência foi promovida por um conjunto de onze sindicatos filiados na CGTP-IN, ligados a todas as correntes minoritárias, desde a corrente socialista à bloquista, passando por católicos e ex-comunistas, e contou com o apoio da Fundação Friedrich Ebert, como se pode ver aqui.
Estes sindicatos divulgaram no momento da convocação da Conferência um manifesto em que defendem a adesão da CGTP-IN à CSI, como já tinham defendido no Congresso da CGTP-IN, que optou pela não filiação na CSI ou na FSM, considerando que o debate sobre esta questão devia prosseguir.
A relevância da Conferência não pode ser avaliada pelo número dos sindicatos que a organizaram, mas pela pertinência das questões colocadas, que foram referidas no manifesto que divulgaram e ninguém conseguirá retirar da agenda a questão da necessidade de filiação sindical da CGTP-IN na CIS.
Sem pretender ser exaustivo registo algumas das razões, constantes do manifesto divulgado pelos onze sindicatos e aprofundadas em algumas das intervenções. A necessidade de fazer face à crise e aos desafios da globalização e da crise leva a que a CGTP-IN não possa deixar de estar na CSI, onde se encontra a grande maioria das centrais sindicais de classe, nem poderá deixar de ser solidária com a maioria das centrais sindicais a nível mundial.
A CSI tem 311 organizações sindicais filiadas e representa 168 milhões de trabalhadores, enquanto a FSM não divulga o número de sindicatos filiados, nem o número de trabalhadores que representa.
Todas as confederações sindicais da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES) estão filiadas na CIS, com excepção da CGTP-IN. Todas as confederações sindicais nos PALOP, bem como a CUT/Brasil estão filiadas na CSI, o que significa que as confederações dos países de origem das principais comunidades de imigrantes em Portugal, estão filiadas na CSI. A ausência da CGTP-IN da CIS dificulta também a defesa a nível internacional dos imigrantes portugueses, designadamente, na área da construção civil.
Só a CSI e não a FSM, têm capacidade de intervenção na OMC (Organização Mundial do Comércio), na OIT, junto do FMI ou do Banco Mundial.
Em matéria de liberdade e democracia sindical, a CSI defende a aplicação das convenções fundamentais da OIT, e, por extensão dos direitos humanos, e a FSM não valoriza nem releva essas importantíssimas conquistas civilizacionais.
A CSI é a única resposta mundial inovadora aos desafios da crise e da globalização, que pode contribuir para alterar a correlação de forças a favor dos trabalhadores, que permitirá conferir maior eficácia à sua luta pela liberdade e pela justiça, através da intervenção autónoma das centrais sindicais.
Florival Lança, antigo Secretário Internacional da CGTP-IN, Ulisses Garrido, ou Carlos Trindade, dirigentes da CGTP-IN, ou Reinhard Naumann, representante da Fundação Friedrich Ebert, sublinharam, entre muitos outros, as razões pelas quais consideram necessária essa adesão.
José Pedro Castanheira referiu no Expresso, de 7/11/2009, que “O PCP forçou a CGTP a rejeitar convite para a Conferência”, mas o debate não deixará de prosseguir.
Sugiro aos interessados neste debate, que consultem a informação disponível, no blogue que pretende discutir de forma aberta a possível filiação da CGTP-IN na CSI-Confederação Sindical Internacional aqui.
Este é um debate a que não podemos ser indiferentes, porque não interessa apenas aos sindicalistas de uma determinada orientação sindical, terá reflexos na coesão social, na qualidade da democracia, nas lutas de todos os cidadãos pela inclusão e pela cidadania, por trabalho decente e com direitos para todos os trabalhadores.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

AGENDA SOCIAL ( 2 )


Conferência Sindical Internacional

Os Desafios da Acção e Organização Sindical e a CSI no Combate à Crise

Dia 7 de Novembro de 2009
Local: Hotel Zurique, Rua Ivone Silva 18, Entrecampos, Lisboa

Programa disponível aqui

Terça-feira, Outubro 27, 2009

REGISTO

JOSÉ SARAMAGO E A BÍBLIA
As recentes declarações de José Saramago sobre a Bíblia provocaram grandes discussões, nem sempre serenas e informadas.
Devo dizer que sou um leitor de José Saramago e que tenho simpatia pela forma como tem vindo a construir a sua obra literária.
Quando fui presidente do Centro de Reflexão Cristã (CRC) convidei-o para debates em que participou com total disponibilidade e grande generosidade.
Discordo, contudo, frontalmente da sua leitura literal da Bíblia, como de outras leituras literais de cristãos fundamentalistas.
Verifico que há muito para conhecer e discutir e que muita gente tem ainda uma leitura superficial da Bíblia.
Quero ai deixar o registo de algumas postas publicadas por João Miguel Almeida no Peão aqui e aqui e por Daniel Oliveira no Arrastão aqui e aqui , que são exemplos de intervenções inteligentes neste debate.
A propósito saiu uma edição da Bíblia para todos, que poderá conhecer melhor em breve em http://www.abibliaparatodos.pt/ .
A Bíblia é para mim o livro dos livros, mas todos os outros são imprescindíveis, designadamente, Caim de José Saramago.

Domingo, Outubro 25, 2009

CADERNO AFEGÃO DE ALEXANDRA LUCAS COELHO

O Afeganistão está mais do que nunca no centro da agenda política internacional, depois de Hamid Karzai ter sido levado a aceitar a eliminação dos votos fraudulentos nas eleições recentemente realizadas e de reconhecer a necessidade de efectuar uma segunda volta nas eleições presidenciais. Este reconhecimento é um facto sem precedentes em processos políticos recentes. Estamos numa encruzilhada política, marcada por uma grande incerteza relativamente ao futuro.
O Afeganistão está perto de nós não apenas por ter sido o ponto de partida de actos terroristas promovidos por Bin Laden, pelo facto de que a solução política que for ensaiada terá repercussões no nosso futuro colectivo, mas também porque os militares portugueses nele têm assegurado uma presença de grande dignidade.
Para saber um pouco mais sobre o Afeganistão é indispensável ler o livro Caderno Afegão, recentemente publicado por Alexandra Lucas Coelho, com prefácio de Carlos Vaz Marques numa belíssima e cuidada edição da Tinta da China, com capa dura, ilustração e fitilho.
É um excelente livro que se lê, de seguida, pelo prazer de ler, mas que nos ajuda a entender a complexidade da situação, os elementos culturais que não podem ser subestimados na construção das políticas, escrito por uma jornalista culta, inteligente e corajosa, que escreve literariamente um livro de viagens como fazia Bruce Chatwin.
A forma subtil como nos chama a atenção para os pormenores, da gastronomia, à forma como as mulheres se cobrem e descobrem, para os cheiros nauseabundos, mas também para as rosas e os jardins, para a beleza das pessoas, para as estratégias de segurança necessárias para circular, para o palimpsesto, a expressão é minha, de culturas sobrepostas e rasuradas de que é feito o Afeganistão, prende-nos e dá-nos pistas para entendermos as notícias que são publicadas nos jornais.
Dá-nos o quotidiano de coragem dos que regressaram e não desistem de reconstruir o país, o trabalho persistente de organizações como a Cruz Vermelha Internacional ou a Fundação Aga Khan.
Muita dessa gente é discreta na forma como pretende reconstruir uma sociedade civil, nomeadamente, a Fundação Aga Khan que vai lançando os alicerces de um futuro melhor, recuperando bairros inteiros nos centros históricos de Cabul e Herat, o que implica «- edifícios, materiais, artes e ofícios -, mas também desenvolvimento - educação, saúde, emprego, esgotos, pavimentos» ou edificando escolas em zonas remotas do Afeganistão, em terras de xiitas.
Ajuda-nos a perceber a riqueza cultural e espiritual que se esconde por trás da violência e da corrupção e que se exprime nesta frase de inspiração sufi de um velho e culto afegão “Cada pessoa tem valor por estar viva” ou a espantosa luta do livreiro de Cabul, que desde a monarquia à actualidade, passando pelo regime comunista e dos talibans persistiu na sua resistência cultural.
Cabul, Herat, Jalabad, Kandahar, Mazar-I-Sharif, Bamiyan, Band-E-Amir, Bamyan tornaram-se mais familiares, depois da leitura deste livro escrito com paixão. Senti agudamente como a nossa vida e experiência é limitada e pensei que, provavelmente, nunca terei oportunidade de visitar o Afeganistão, mas que deixou de ser para mim um país distante. Não esquecerei, por exemplo os Budas que foram destruídos pelos talibans em Bamyan, as ideias sobre a sua (limitada) reconstrução, mas também a beleza da paisagem que vi através da escrita de Alexandra Lucas Coelho. Não esquecerei as águas de Band-e-Amir, «a sombra azulada de uma grande superfície na montanha» e «três lagos mais belos que os lagos mais belos, entre montanhas dramáticas, de um turquesa impossível». Seria interessante que fosse publicada uma edição ilustrada desta viagem. Existem algumas fotografias e estão disponíveis aqui, mas as palavras são, neste caso, ainda mais expressivas do que as imagens.
Vale a pena traduzir este livro noutras línguas, mas quem poder ler Caderno Afegão na sua língua original será um privilegiado, porque está escrito num português magnífico, de uma forma viva, ágil e expressiva, que transmite com precisão factos e emoções.

Sábado, Outubro 24, 2009

DOIS NOVOS BLOGUES

Faranaz Keshavjee é uma cidadã portuguesa, uma professora universitária e uma teóloga muçulmana ismaelita. Não tem limitado a sua acção ao interior da Comunidade Ismaili, tem tomado parte activa no diálogo inter-religioso e intercultural. Referimos, designadamente, aqui e aqui , a algumas das suas participações. É uma cidadã activa, sem compromissos partidários, que foi membro da Comissão de Honra da Candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. É uma amiga que irei ler com atenção no novo blogue Crónicas de Uma Muçulmana aqui.
A Regra do Jogo é um blogue de leitura , também, indispensável que podem seguir aqui.
É um blogue colectivo de Ana Paula Fitas, Bruno Reis, Carlos Santos, Eduardo Graça, Guilherme W. Oliveira Martins, Hugo Mendes, Idália Moniz, João Constâncio, Luís Novaes Tito, Paulo Ferreira, Porfírio Silva, Ruben Ribeiro Eiras e Sofia Loureiro dos Santos, para o qual estabeleci um link permanente.
Este blogue é um espaço, onde muitos dos participantes, têm uma identificação ideológica com a esquerda democrática. Como referem: «Os jogos políticos, geopolíticos e partidários estão em marcha. E, como se dizia em La Règle du Jeu, um filme premonitório de tempos instáveis como o das frenéticas emoções da França de 1939, "Ce qui est terrible dans cette terre, c'est que tout le monde à ses raisons"».
Foi com prazer que vi o meu anterior post reproduzido aqui por iniciativa do Luís Novaes Tito, que, entre muitas outras coisas, criou, o primeiro sítio do ACIME.