domingo, fevereiro 27, 2005

Uma imensa Esperança



Em Junho de 2004 iniciei a minha colaboração no blogs.parlamento.pt com um blog empenhado no combate por uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais fraterna. Para a construir são necessárias políticas públicas que assegurem a inclusão dos excluídos e a cidadania de todos.
Não tendo sido eleito deputado nesta legislatura nem por isso deixarei de prosseguir este combate no espaço da blogosfera.
Tendo começado a luta pela cidadania nas lutas estudantis de 1969, em Coimbra, e com mais de trinta e três anos de luta pelo socialismo democrático, estou animado de uma imensa esperança na possibilidade de novos avanços sociais como resultado da vitória de José Sócrates e da maioria absoluta do Partido Socialista.
Tendo sempre valorizado a construção do socialismo democrático a partir da base, entendo que a concretização das reformas anunciadas não dispensa o nosso contributo como cidadãos. O prosseguimento dos trabalhos das Novas Fronteiras é um sinal de que este contributo é indispensável.
Para além das linhas de intervenção relativas à inclusão e cidadania, procurarei chamar a atenção para a importância estratégica que a Língua Portuguesa e o Mar devem ter na definição do lugar e do papel de Portugal na Europa e no Mundo.
Nos fins dos anos 80 do século passado, quando comecei a sublinhar que Portugal era um País de Imigração e já não apenas um País de Emigração, esta questão não despertava interesse entre jornalistas, políticos e académicos.
Hoje todos reconhecem que essa é uma questão estratégica para o presente e o futuro de Portugal.
Atrevo-me a afirmar que a Língua Portuguesa e o Mar terão cada vez mais importância na definição de um projecto nacional.
Para sintetizar a minha apresentação, defino-me como católico, socialista democrático e republicano, defensor de uma Nação solidária e cosmopolita e de um Estado laico.

1 comentário:

Anabela Franqueira disse...

Fico contente que o seu contributo na blogosfera não tenha cessado com a sua saída da Assembleia. Assim como espero que os seus contributos no âmbito destas "novas fronteiras" fortaleçam a sua luta política e social pela igualdade e pelos direitos de todos os cidadãos independentemente da sua "raça", origem geográfica, das suas crenças e convicções. Cá aguardo os seus contributos e as suas sempre muito bem vindas reflexões. Creio igualmente que a questão da língua portuguesa e do mar são de facto elementos estratégicos a ter em conta e a ser celebrados particularmente no que respeita ao estreitamento de laços com países com quem temos ligações históricas seculares e para a afirmação dessa ligação e da presença de Portugal no mundo. À semelhança de Fernando Pessoa também gosto de pensar que "a minha pátria é a língua portuguesa". Acredito que o José Leitão também partilhará desse sentimento.